2019/01/01 by Diná Souza Silva, Ronice Müller de Quadros · 2 citations
Computer Science · Psychology · #Linguistic Studies and Language Acquisition #Natural Language Processing Techniques #Phonetics and Phonology Research
paper · pdf · doi:10.34117/bjdv5n10-342
openalex publication_date 2019/01/01 · openalex created_date 2025/10/10 · openalex updated_date 2026/07/02
No presente artigo apresentaremos um mapeamento das línguas de sinais de comunidades isoladas encontradas no Brasil, especificamente nas comunidades distantes dos centros urbanos, contribuindo assim para o conhecimento e reconhecimento das línguas de sinais do país. Sabe-se que, além da língua de sinais, oficializada pela Lei Federal Nº 10.436, de 24 de abril de 2002, o Brasil possui pelo menos duas línguas que já puderam ser minimamente documentadas: a língua de sinais de Urubu-Kaapor (Kakumasu, 1968) e a língua de sinais conhecida como “Cena” (Pereira, 2013), falada na cidade de Jaicós, no povoado de Várzea Queimada, no interior do Piauí, também na região nordeste do país. Todavia o levantamento ora realizado aponta aproximadamente doze línguas de sinais utilizadas pelas comunidades surdas e por comunidades isoladas no Brasil, identificadas nas zonas rurais e em comunidades indígenas. No que tange à metodologia da pesquisa, realizou-se uma pesquisa bibliográfica e documental a partir do Banco de Teses e Dissertações da Capes, bem como outras literaturas disponíveis sobre a temática. Como procedimentos de análise e discussão dos dados, a priori, optou-se pela análise de conteúdo em Bardin (2016), por apresentar um caráter especial e favorável a estudos de materiais tipicamente qualitativos. Espera-se que esse estudo possa trazer maiores contribuições pertinentes às questões relacionadas às línguas de sinais de comunidades isoladas no Brasil, seu uso e registro, associando-se a outros estudos desenvolvidos no âmbito da interpretação, tradução, mapeamento e registro de novas línguas.