2025/03/01 by Maurício Fernando Pitta · 1 voice
Arts and Humanities · Social Sciences · #French Literature and Critical Theory #French Literature and Criticism #Galician and Iberian cultural studies
paper · pdf · doi:10.31977/grirfi.v25i1.5061
openalex publication_date 2025/03/01 · openalex created_date 2025/10/10 · openalex updated_date 2026/05/21
Motivada por uma colocação de Eduardo Viveiros de Castro em seu prefácio ao livro Antropofagia – Palimpsesto Selvagem, de Beatriz Azevedo, a noção de “fagologia” busca suprir, na economia conceitual de minha tese de doutorado, O Anti-Orfeu: por uma esferologia do ponto de vista do espectral, a carência de um conceito adequado para designar e escalonar diferentes esquemas de relação entre ontologias e para organizar alguns pares conceituais ramificados a partir da relação nuclear “eu–outro”, atravessados cada qual e entre si por uma dinâmica intrinsecamente perspectivista. Neste artigo, considerando a possível pertinência do conceito para pesquisas afins, pretendo: (1) apresentar os principais componentes do conceito, organizados em torno dos pares lógos–phágos (modos de relação com a alteridade) e topologia lógica–topologia fágica (planos topológicos); (2) desdobrar sua aplicação em dois tipos ideais simetricamente opostos (a “imunologia” e a “antropofagia”); e (3) articular, na forma dupla de um diagnóstico-prognóstico, a maneira como esses tipos ideais se relacionam, na intersecção entre o conceito de fagologia e o conceito de “cismogênese”, cunhado por Gregory Bateson e retrabalhado por autores como Viveiros de Castro, David Graeber, David Wengrow, Michael Houseman e Carlo Severi.