2024/01/01 by Rafael Ferreira Kelleter, Rodrigo Saballa de Carvalho · 1 voice
Social Sciences · #Migration, Racism, and Human Rights
paper · doi:10.1590/s1678-4634202450276834
openalex publication_date 2024/01/01 · openalex created_date 2025/10/10 · openalex updated_date 2026/07/14
Resumo O artigo é decorrente de uma investigação etnográfica com bebês que, baseada nas contribuições do campo dos Estudos da Geografia da Infância e das discussões decorrentes da abordagem Pikler, teve como objetivo central discutir as vivências espaciais dos bebês a partir do movimento livre e da autonomia na creche. Metodologicamente, a pesquisa foi desenvolvida com oito bebês com idades entre 4 meses e 1 ano e 5 meses, durante um período de dez meses, em uma creche que fundamenta seu projeto educativo nos pressupostos teóricos da abordagem Pikler. Para a geração dos dados da pesquisa, foram utilizadas as seguintes estratégias metodológicas: observação, registro em diário de campo, registros fotográficos e fílmicos. Com base na leitura do diário de campo, assim como na decupagem das filmagens e na análise das fotografias, foram escritos episódios a respeito das vivências espaciais dos bebês ocorridas na investigação. A leitura do material gerado em campo possibilitou a identificação de recorrências presentes nas vivências espaciais dos bebês e a definição de três unidades analíticas: 1) os deslocamentos dos bebês pelos espaços da creche; 2) os bebês e as explorações das materialidades que constituem os espaços da creche; 3) as interações entre os bebês na ocupação dos espaços da creche. Com as análises, infere-se a importância de uma docência relacional pautada na promoção de espaços, tempos e materialidades, a qual possibilite que os bebês desfrutem do movimento livre e tenham a oportunidade de exercer a atividade autônoma por meio de suas vivências espaciais.