2026/07/09 by Allan Santos Pereira Nascimento · 1 voice
Social Sciences · #Science and Science Education #Education and Digital Technologies #Education Pedagogy and Practices
paper · pdf · doi:10.63330/armv2n6-035
openalex publication_date 2026/07/09 · openalex created_date 2026/07/10 · openalex updated_date 2026/07/11
A concepção de tecnologia como ferramenta neutra - simples meio a serviço de fins humanos - está entre as ideias mais difundidas e, ao mesmo tempo, mais problemáticas no debate educacional contemporâneo. Este artigo argumenta que essa concepção instrumentalista é insuficiente e pedagogicamente perigosa, pois obscurece o fato de que toda tecnologia carrega em si valores, escolhas, relações de poder e condicionamentos culturais que transformam as práticas, os sujeitos e as instituições que a adotam. Reconhecendo que existem perspectivas legítimas que enfatizam o potencial emancipatório das tecnologias - como as de Pierre Lévy e Seymour Papert -, este artigo não nega as possibilidades abertas pela inovação tecnológica, mas problematiza a ausência de reflexão crítica que frequentemente acompanha sua adoção nas escolas. A partir de referenciais como Langdon Winner, Andrew Feenberg, Neil Postman, Vani Kenski, Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire - tomado como eixo pedagógico central -, analisa-se o caráter não neutro