2024/12/13 by da Silva Jr., Jader Lúcio, Farbiarz, Alexandre
#deepfakes #identidade midiática #inteligência artificial #paradigma indiciário #subjetividade
paper · doi:10.34629/cpublica.846
Investigamos como as tecnologias de inteligência artificial, especialmente os deepfakes, podem prolongar a identidade de um indivíduo além de sua existência física, dissociando-a de sua subjetividade original e dos limites temporais e espaciais. Utilizamos o caso do comercial da Volkswagen que recriou digitalmente a cantora Elis Regina para analisar as implicações éticas, sociais e filosóficas dessa prática. Seguimos o paradigma indiciário, conforme esmiuçado por Braga (2008), e realizamos uma análise qualitativa dos comentários do vídeo no YouTube, organizados e categorizados com o software Atlas.ti. Os resultados apontaram desde a admiração pela tecnologia até críticas éticas sobre memória e autenticidade. Concluímos que há uma necessidade urgente de regulamentação e análise crítica continuada das tecnologias de deepfake, para proteger a dignidade e a memória dos indivíduos recriados.