2025/07/22 by Pimentel Siqueira, Domingos Sávio
#(de)colonialidade #Ensino de língua inglesa #Inglês como língua franca #Pedagogia crítica de línguas
paper · doi:10.35588/ayr.v7i1.7267
O inglês é a língua global da contemporaneidade. Sua expansão pelo mundo, interpretada de diferentes maneiras, pode ser atribuída a diversos fatores, sendo o colonialismo talvez o mais historicamente significativo. Atrelado a isso, emerge o Ensino de Língua Inglesa (ELI), uma indústria multibilionária cujas origens também remontam ao colonialismo. Dentre as interpretações desse fenômeno expansionista, destaca-se o Inglês como Língua Franca (ILF), uma zona transcultural de poder que, por suas características próprias, pode fomentar diálogos capazes de desafiar os modelos tradicionais de ELI, expondo suas raízes (neo)coloniais. Neste artigo, proponho um diálogo entre o ILF e a Pedagogia Crítica de Línguas (PCL), abordagem que entende o ensino de línguas adicionais como um instrumento de justiça social. Argumento que, tanto as práticas diárias dos professores quanto a formação docente desempenham um papel essencial no questionamento dos fundamentos históricos do ELI no Norte Global, promovendo a pluralidade epistêmica e outras possibilidades transformadoras nas salas de aula de inglês. Por fim, as reflexões aqui apresentadas se fundamentam no movimento “ILF feito no Brasil”, concebido por acadêmicos brasileiros que buscam integrar uma abordagem política e decolonial à pesquisa sobre ILF, visando legitimar a produção de conhecimento baseada nas experiências do Sul Global.