2025/07/17 by Moreira, Andreia G., Balacó, Inês, Cabral, João +1
#Adolescente #Epífises/lesões #Fratura da Anca/cirurgia #Luxação da Anca/cirurgia
paper · doi:10.82189/spot.9
As fraturas‐luxações da anca em idade pediátrica são raras e graves. A redução cirúrgica é urgente e, mesmo com tratamento adequado e atempado, a taxa de complicações associada é elevada. A complicação mais comum é a necrose avascular da cabeça femoral e os principais fatores de risco incluem o tipo e o desvio da fratura. Rapaz de 13 anos, politraumatizado, destacando‐se fratura‐luxação da anca esquerda, com descoaptação completa da epífise femoral proximal, encarcerada em fratura do acetábulo. Submetido a cirurgia, com redução aberta da epífise femoral e fixação com 2 fios de Kirschner, redução da anca, redução aberta da fratura do acetábulo e osteossíntese com placa de reconstrução. Evolução favorável no pós‐operatório, contudo aos 10 meses eram já visíveis sinais radiológicos de osteonecrose da cabeça do fémur. Clinicamente, 5 anos após o acidente, mantém boa função, com Non Arthritic Hip Score 80/100. As fraturas‐luxação da anca em idade pediátrica constituem um desafio terapêutico e têm prognóstico reservado. Perante estas lesões, para além do tratamento atempado e adequado, é essencial a gestão de espectativas dos doentes e das suas famílias.