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Biópsia na rinossinusite crónica com pólipos nasais (RSCcPN) – quando, como e porquê?

2025/04/08 by Bulha, Margarida, V. Dias, Diogo, Padrão, Miguel +4
Medicine · #Drug-Induced Adverse Reactions #IgG4-Related and Inflammatory Diseases #Sinusitis and nasal conditions #biológicos #eosinófilos #neutrófilos #pólipos nasais #rinossinusite

paper · doi:10.34631/sporl.3093

openalex publication_date 2025/04/08 · openalex created_date 2025/12/13 · openalex updated_date 2026/07/28

Abstract

Objetivos: Avaliar o impacto da neutrofilia tecidual na resposta ao dupilumab em doentes com RSCcPN severa, não controlada. Desenho do Estudo: Estudo retrospetivo em 23 doentes sob dupilumab e corticoterapia intranasal, avaliados em baseline e aos 6 meses. Material e Métodos: Estudo retrospetivo, com avaliação de 23 doentes sob dupilumab. Registaram-se Imunoglobulina E (IgE) total e eosinofilia sistémicas, neutrofilia e eosinofilia teciduais. Avaliaram-se SinoNasal Outcome Test (SNOT-22), Escala Visual Analógica Total Sintomas (EVATS), Score Polipose Nasal (SPN), Barcelona Smell Test (BAST-24), Score Congestão Nasal (SCN) e Score Perda do Olfato (SPO). Resultados: A média de neutrófilos teciduais foi 2±2.3 com uma variação de 0 a 8 por campo. A neutrofilia tecidual correlacionou-se com a variação do SPO (r=0.464, p=0.034). Houve correlações entre eosinofilia e neutrofilia teciduais (r=0.595, p=0.004) e entre neutrofilia tecidual e IgE total sistémica (r=0.548, p=0.010). Conclusões: A biópsia nasal é relevante na avaliação inflamatória da RSCcPN. A neutrofilia tecidual parece associar-se a menor melhoria do SPO, sugerindo menor resposta ao dupilumab. Estudos adicionais são necessários.

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