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Música afroamericana, autenticidad y prensa escrita: La recepción del blues en España durante la década de 1950

2020/11/17 by Josep Pedro, Pedro, Josep
Arts and Humanities · #Art #Art history #Blues #Humanities #Jazz #Literature #Media, Journalism, and Communication History #Musical #Relation (database) #Sociology #Spanish Culture and Identity #Spanish Literature and Culture Studies #White (mutation)

paper · doi:10.57885/rpmns.382

openalex publication_date 2020/11/17 · openalex created_date 2021/03/01 · openalex updated_date 2026/07/01

Abstract

Este artigo explora a recepção do blues em Espanha durante a década de 1950, concentrando-se nos concertos de música ao vivo organizados pelo Hot Club de Barcelona. A análise baseia-se nos contextos da recepção e nos discursos dos média sobre três concertos históricos dos seguintes artistas: Big Bill Broonzy (1953), que se tornou no primeiro bluesman a apresentar-se em Espanha; Louis Armstrong (1955), o principal representante do hot jazz, um estilo fortemente influenciado pelo blues e promovido pelo Hot Club; e Sister Rosetta Tharpe (1958), uma cantora e guitarrista inovadora e eclética associada ao gospel e ao blues. Esta análise revela uma relação profunda entre aspectos musicais, socioculturais e raciais, assim como a centralidade do conceito de autenticidade na música popular. De um modo geral, a organização deste tipo de concertos e a sua reconstrução discursiva pela imprensa escrita demonstram um intenso fascínio e uma identificação com a música e a história dos negros nos EUA. Apesar de manifestarem, por vezes, uma abordagem essencialista e parcial da música negra, estas iniciativas são representativas da construção de espaços e práticas alternativas aos preceitos oficiais usados pelo regime de Franco para a configuração da identidade nacional espanhola.

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