2025/01/01 by José Szwako
Social Sciences · Arts and Humanities · #Information Systems Theories and Implementation #Risk Perception and Management #Discourse Analysis in Language Studies
paper · doi:10.1590/s0103-4014.202539113.008
RESUMO O texto interpela os diagnósticos e pânicos contemporâneos que veem uma situação de crise das ciências no Brasil. Se valendo de tais diagnósticos, propõe hipóteses reflexivas para repensar as relações e descontinuidades entre ciências e negacionismos. Contra o senso comum douto, argumenta que não é qualquer ciência que está hoje sob ataque, mas aqueles saberes e disciplinas mais diretamente vinculados a políticas públicas. Com base em surveys, argumenta também que não existe no país algo como um “movimento negacionista”, que seria o correlato exitoso de uma imaginária crise de confiança nas ciências. Em seguida, argumenta que ataques e grupos negacionistas são mais bem entendidos na tensão entre simetrização (boundary-work) e assimetria (falsas controvérsias). E, por fim, defende que é no caráter público dos alvos almejados (vacinas, universidades, políticas sociais, etc.) que confluem discursos negacionistas e neoliberais. São, enfim, hipóteses.