2025/07/21 by Oliveira, Rafael
#Ciência #Comunicação #Desafios #Desinformação #Estratégia
paper · doi:10.34630/tth.v1i5.6214
O artigo analisa, de forma crítica, a propagação da desinformação na comunicação científica, fornecendo destaque ao impacto negativo dos media e à descredibilização das instituições científicas dedicadas à investigação por parte de alguns públicos com poder. Este fenómeno é impulsionado por fatores cognitivos, manipulação mediática e pelas plataformas digitais. São analisados três casos de estudo (indústria do tabaco, negação das alterações climáticas e o movimento anti-vacinas) para exemplificar a facilidade da propagação de desinformação. Em todos os casos, os interesses políticos e económicos utilizam a dúvida para manipular a opinião pública relativamente a factos científicos, recorrendo a campanhas estratégicas e a manipulação emocional. Este artigo defende a necessidade de uma comunicação científica mais acessível, baseada na transparência e aliada a programas educacionais, que promovam o pensamento crítico. Regulamentação mais rigorosa dos meios de comunicação e fact-checking eficiente são medidas essenciais para garantir uma sociedade mais informada e resistente à desinformação.