2021/08/08 by Cristiane Batista Andrade, Cristiane Batista Andrade, Silvana Maria Bitencourt, Jéssyca Félix da Silva Sampaio, Daniela Lacerda Santos, Lidiane Peixoto de Almeida, Tatiana Giovanelli Vedovato
Social Sciences · Health Professions · #Workplace Violence and Bullying #Occupational Health and Burnout
paper · doi:10.25762/fa4j-q532
Resumo: Analisar os aspectos de violências no trabalho (estrutural, adoecimentos e mortes e estigmas/discriminações) de profissionais de saúde brasileiros/as, na pandemia da Covid19, por meio de análises de mídias jornalísticas brasileiras. Método: Análise qualitativa de reportagens noticiadas em duas mídias jornalísticas brasileiras (G1 e Uol), entre o período de 20 a 30 de abril de 2020, usando as palavras "Covid19 e profissional*"; foram selecionadas 10 reportagens, cujo enfoque é predominantemente sobre as violências e os aspectos de saúde dos/as profissionais do cuidado na pandemia. Utilizamos a análise de conteúdo temática para a exploração do material jornalístico encontrado. Resultados: as violências estão relacionadas com a intensificação do trabalho, em face do aumento de demandas de cuidado em saúde; escassez de equipamentos de proteção individual (EPI) e de recursos humanos para o enfrentamento da pandemia, adoecimentos e mortes por Covid19, bem como dificuldades de produção de dados sobre isso; vivências de estigmas e discriminações por serem os "possíveis disseminadores do vírus"; sentimento de culpa e medo de contaminarem seus familiares pelas/os profissionais de saúde. Conclusão: existem impactos da violência estrutural no trabalho; vivências de adoecimentos e mortes de profissionais, estigmas e discriminações, o que corrobora necessidades de cuidado à saúde profissional