2017/11/11 by Gabriel Penido, Samuel Astete, Anah T A Jácomo +7 · 31 citations
Environmental Science · Veterinary · #Animal Behavior and Welfare Studies #Animal Ecology and Behavior Studies #Atlantic forest #Biology #Ecology #Interspecific competition #Intraguild predation #Leopardus #Mesopredator release hypothesis #Nocturnal #Predation #Predator #Wildlife Ecology and Conservation #Zoology
paper · pdf · doi:10.1093/jmammal/gyx119
published in Journal of Mammalogy 98(6), 1732-1740 (Oxford University Press)
openalex publication_date 2017/11/11 · openalex created_date 2025/10/10 · openalex updated_date 2026/07/29
Activity patterns reflect adaptations to local biological and physical conditions. We estimated the activity patterns of 3 mesocarnivore species in a semiarid environment in northeastern Brazil: the ocelot (Leopardus pardalis), crab-eating fox (Cerdocyon thous), and oncilla (Leopardus tigrinus). We compared the overlap of daily activity among these species and to apex predators. We also estimated nighttime activity of these mesocarnivores during 2 years and compared activity peaks with those of apex predators and potential prey. All 3 mesocarnivores were nocturnal, with ocelots having only 1 record during daytime. Coefficients of overlap with larger predators were high (Δ1 > 0.7) for all pairwise comparisons, since all species were very nocturnal. Nighttime-only activity comparisons (Kolmogorov–Smirnov tests) showed that activity of oncillas differed from that of both larger mesocarnivores and jaguar activity, suggesting temporal segregation. Contrary to our expectations, rodent activity was dissimilar from that of ocelots and crab-eating foxes, but activity of rodents and oncillas was relatively synchronous. Activity of both cat species seems limited to the cooler nighttime, and nocturnal behavior of oncillas more likely reflects activity of potential prey rather than regulation by intraguild predators. Future studies in arid regions should consider climatic factors when estimating activity patterns. Padrões de atividade refletem adaptações às condições físicas e biológicas locais. Neste estudo, foram estimados os padrões de atividade de três espécies de mesocarnívoros em um ambiente semiárido no nordeste brasileiro: a jaguatirica, o gato-do-mato-pequeno e o lobinho. Foi comparada a sobreposição da atividade entre estas espécies e com a atividade de predadores de topo. Junto a isso, foi estimada a atividade noturna dos mesocarnívoros durante dois anos de amostragem e foram comparados os picos de atividade destas espécies com predadores de topo e espécies de presas em potencial. Todos os mesocarnívoros foram muito noturnos, com a jaguatirica apresentando apenas um registro durante o período diurno. Isto sugere que o calor intenso do dia pode estar limitando a atividade destas espécies para a noite. Os coeficientes de sobreposição foram altos (Δ1 > 0.7) para todas as comparações entre espécies, devido à maior atividade noturna destes animais. As comparações entre a atividade noturna (teste de Kolmogorov–Smirnov) mostrou que a atividade do gato-do-mato-pequeno foi diferente de ambos mesocarnívoros e da onça-pintada. Ao contrário da expectativa inicial, a atividade de roedores foi dissimilar da atividade da jaguatirica e do lobinho, porém houve uma aparente sincronia entre a atividade do gato-do-mato-pequeno e a dos roedores. Este estudo indica que ambas espécies de gatos parece ter sua atividade diária limitada à temperatura mais amena da noite, e que a atividade do gato-do-mato-pequeno é provavelmente um reflexo da atividade de suas presas em potencial ao invés de ser moldada por uma competição intraguilda. Estudos futuros em áreas áridas devem considerar o efeito de fatores climáticos quando estimarem padrões de atividade.