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Usos de invertebrados na medicina popular no Brasil e suas implicações para conservação

2010/06/01 by Rômulo Romeu Nóbrega Alves, Thelma Lúcia Pereira Dias · 41 citations
Psychology · Agricultural and Biological Sciences · #Animal and Plant Science Education #Phytochemistry Medicinal Plant Applications #Insect Utilization and Effects #Humanities #Geography #Philosophy

paper · pdf · doi:10.1177/194008291000300204

published in Tropical Conservation Science 3(2), 159-174 (SAGE Publishing)

openalex publication_date 2010/06/01 · openalex created_date 2025/10/10 · openalex updated_date 2026/06/26

Abstract

Animais medicinais constituem uma parte integral da Medicina Popular Brasileira tanto em áreas urbanas quanto rurais. Não obstante, embora o uso de animais medicinais represente um importante componente da medicina tradicional tem sido pouco estudado quando comparado às plantas medicinais. O presente trabalho apresenta uma revisão sobre os invertebrados medicinais. Os resultados revelam que pelo menos 81 espécies de invertebrados de cinco grupos taxonômicos diferentes são usados para tratamento de diferentes doenças no Brasil. Os grupos com maior número de espécies foram insetos (n=41 espécies), moluscos (n=17) e crustáceos (n=16). Esses resultados evidenciam a importância dos invertebrados medicinais como alternativa terapěutica. Alguns dos animais medicinais comercializados constam em listas de espécies ameaçadas, evidenciando a necessidade premente de se considerar a zooterapia dentro do contexto da conservação da biodiversidade no Brasil. Ações conservacionistas, não devem ser direcionadas apenas às espécies ameaçadas, mas também a espécies cujo uso seja amplamente disseminado no país. Além dos aspectos biológicos, os fatores econômicos e socioculturais influenciam a relação das pessoas e a utilização de recursos zooterápicos. A necessidade de novos estudos, sobre a fauna medicinal do Brasil é evidente, visando a busca de uma melhor compreensão desta forma de terapia, levando em consideração não só os seus aspectos ecológicos, mas também cultural e farmacológicos.

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