2024/12/03 by Monika Dowbor, Roberta Carnelos Resende, Frederico Viana Machado +1 · 1 voice
Social Sciences · #International Development and Aid #Disaster Management and Resilience
paper · pdf · doi:10.17058/redes.v29i1.19669
openalex publication_date 2024/12/03 · openalex created_date 2025/10/10 · openalex updated_date 2026/07/22
O presente trabalho teve o objetivo de analisar as decisões e as formas de comunicação/subjetivação relativas à governança climática nos planos normativo (legislações) e digital (postagens) construídas nos primeiros 30 dias da maior catástrofe político-climática do Rio Grande do Sul, ocorrida em maio de 2024. Tendo em vista a ênfase das pesquisas sobre governança de desastres na importância do envolvimento de atores sociais na recuperação, bem como as evidências na inefetividade de medidas corretivas e preventivas, buscou-se, mais especificamente, identificar a participação social e as medidas corretivas e preventivas adotadas e comunicadas à sociedade em geral. Foram analisadas 517 publicações legais e 836 tuítes nos três níveis do Executivo: federal (Secretaria Extraordinária da Presidência da República para Apoio à Reconstrução do RS), estadual (RS) e municipal (Porto Alegre). Os resultados evidenciam diferenças no que tange ao envolvimento de atores sociais, sendo maior no governo federal; pouca presença de medidas voltadas à reconstrução e nenhuma medida preventiva. Nos meios digitais, as estratégias narrativas dos governantes se ancoram no combate à desinformação, ajuda emergencial, alarmismo e vitimismo. Por fim, há uma desconexão entre a produção de novas legislações e a comunicação na mídia social.