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Plantas medicinais: ora-pro-nóbis

2024/07/30 by Vinicius Nicoletti, Lindolpho Capellari Júnior · 1 voice
Agricultural and Biological Sciences · #Botanical Research and Applications #Phytochemistry Medicinal Plant Applications

paper · pdf · doi:10.11606/9786587391601

openalex publication_date 2024/07/30 · openalex created_date 2025/10/10 · openalex updated_date 2026/07/02

Abstract

O ser humano, bem como grande parte dos demais animais, sempre fez uso de plantas para as mais diversas finalidades, entre as quais a alimentação e a cura de moléstias e doenças. Na farmacopeia indígena americana entrava um grupo de plantas desconhecidas em outros continentes: as cactáceas. A imensa família Cactaceae, com mais de 100 gêneros e inúmeras espécies, possui apenas um gênero que ocorre na África e ali somente algumas espécies: Rhipsalis. Tal gênero, no entanto, tem a maior parte de suas espécies na América, portanto, era em nosso continente que a diversidade florística da família era explorada. Apenas para ilustrar a importância deste grupo, podemos citar a produção de frutos como a pitaia (espécies de Selenicereus) e o figo-da-índia [Opuntia ficus-indica (L.) Mill.], o uso como planta medicinal do mandacaru (Cereus jamacaru DC.) e da ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Mill.), alucinogênico da mescalina obtida do peiote [Lophophora williamsii (Lem. ex J.F. Cels) J.M. Coult.] e o cultivo da palma-doce ou cacto-da-cochonilha [Opuntia cochenillifera (L.) Mill.], sobre a qual é criada a cochonilha (gênero Dactylopius), produtora de um corante natural vermelho. Isso, sem levarmos em conta o uso ornamental, tanto em projetos paisagísticos como em coleções.

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