2025/09/24 by Vinícius França Freitas · 1 voice
Arts and Humanities · #Philosophy and Historical Thought
paper · pdf · doi:10.36446/af.e1194
openalex publication_date 2025/09/24 · openalex created_date 2025/10/10 · openalex updated_date 2026/07/02
O artigo discute a Correspondência entre G. W. Leibniz e Samuel Clarke. Mais especificamente, discutem-se as objeções leibnizianas à tese defendida por Clarke de que o espaço é uma propriedade de Deus e as consequentes respostas do filósofo inglês. Primeiramente, pretende-se explicar o que significa, para Clarke, o espaço como uma ‘sequela de Deus’. Em seguida, discute-se o caráter fundamental do princípio clarkiano segundo o qual o espaço é ontologicamente indivisível. A partir deste princípio, defende-se que o filósofo inglês é capaz de responder a duas das objeções propostas por Leibniz: que Clarke ameaça a simplicidade divina e torna Deus um Ser extenso. Ademais, defende-se que o princípio da indivisibilidade do espaço pode ser um ponto de apoio seguro para se questionar a visão de René Descartes que estabelece que as partes finitas do espaço são propriedades dos corpos extensos.