2025/09/01 by Antonia Jaine Da Silva Pereira, Silvana Nunes de Queiróz · 1 voice
Environmental Science · Social Sciences · #Poverty, Education, and Child Welfare #Rural Development and Agriculture #Youth, Politics, and Society
paper · pdf · doi:10.20947/s0102-3098a0302
openalex publication_date 2025/09/01 · openalex created_date 2025/10/10 · openalex updated_date 2026/06/11
A literatura sobre juventude tem identificado uma diversificação nos modos de ser jovem e de realizar a transição para a vida adulta. No Brasil, as desigualdades estruturais desempenham um papel importante nesse processo. Este artigo analisa as mudanças nesse processo entre 1991 e 2010 no Nordeste, um território que permanece registrando maiores vulnerabilidades em relação às demais regiões do Brasil, em termos econômicos, educacionais e de inserção no mercado de trabalho. Avaliam-se o adiamento, o prolongamento e a diversificação de modalidades de transição, bem como as possíveis relações com desigualdades associadas a sexo, raça/cor, situação de domicílio e nível de renda. Utiliza-se a análise de entropia de coortes sintéticas, aplicada aos microdados dos Censos Demográficos de 1991 e 2010. Os resultados mostraram que o incremento do tempo dedicado à escola torna as transições mais homogêneas nas idades iniciais, ao passo que nas idades jovens adultas se verifica a tendência de diversificação nos modos de inserção social. Essa despadronização afeta a duração do processo, mas com diferenciais em função da condição socioeconômica. Ademais, destacou-se a contribuição do status ocupacional para a heterogeneidade crescente, ressaltando o elemento da incerteza na construção biográfica dos jovens na região.