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Ação social e discursiva da Cartilha “Não existe cadeia humanizada!” da Associação Nacional de Travestis e Transexuais no combate à transfobia (ANTRA)

2026/07/17 by Marcos Antonio Rodrigues Nascimento, Priscilla Araújo de Figueiredo Freitas, Viviane Cristina Vieira · 1 voice
Social Sciences · #Gender, Sexuality, and Education #Urban and sociocultural dynamics #Race, Identity, and Education in Brazil

paper · pdf · doi:10.25189/2675-4916.2026.v7.n4.id894

openalex publication_date 2026/07/17 · openalex created_date 2026/07/19 · openalex updated_date 2026/07/29

Abstract

Este artigo apresenta resultados iniciais da pesquisa “Ações e interações de movimentos sociais contra a transfobia: uma análise discursiva crítica”, no marco do desenvolvimento de Estudos Críticos do Discurso em perspectivas decoloniais. De base metodológica documental-etnográfica, a pesquisa maior objetiva pesquisar as ações do movimento social de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Intersexuais, Queer e outras, (LGBTIQIA+) e da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), contemplando aspectos das formas de inter-ação, de interlocução, de produção e de distribuição discursiva como ações político-identitárias. Buscam-se analisar as ações na denúncia e combate à transfobia e na disseminação de conhecimento de gênero social, em materiais discursivos, tais como documentos, cartilhas, postagens, orientações, guias, como também em mobilizações como Marsha Trans, Acampamento Terra Livre, Parada LGBT Nacional, e em protestos eventuais a partir de 2020. Neste artigo específico, analisamos as formas, significados e processos discursivos das ações de comunicação da ANTRA, com foco no discurso como forma de ação e intervenção social na cartilha “Não existe cadeia humanizada! Estudo sobre a população LGBTQIA+ em privação de liberdade”. Tomados como eventos sociais e formas de inter-ação, a análise do material semiótico busca contemplar aspectos de toda a prática social onde as pessoas interagem contextualmente: atividade material (com seus objetos, meios, modos, tecnologias e tempos-espaços situados), propósitos da atividade, pessoas (e suas posições de poder em formas institucionais), planejamento, produção, distribuição, visibilização, interlocução, recursividade, intertextualidade, interdiscursividade. Tal materialidade das formas, processos e lutas pelo significado em resposta ao sistema trans-excludente hegemonizado, indicam que as cartilhas, como meios e formas de agência, denunciam os agentes sociais e as práticas que sustentam a transfobia institucionalizada, e a esfera executiva como agente que, a despeito da legislação vigente, atua na legitimação procedimentalizada transexcludente.

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