2024/01/01 by Pedro Henrique Antunes da Costa, Kíssila Teixeira Mendes · 1 voice
Psychology · Social Sciences · #Suicide and Self-Harm Studies #Social and Political Issues #Psychology and Mental Health
paper · doi:10.7476/9786558462729
openalex publication_date 2024/01/01 · openalex created_date 2026/03/13 · openalex updated_date 2026/07/28
Na presente obra, realiza-se um resgate e atualização da interpretação de Marx sobre o suicídio, tomando como parâmetro suas manifestações na contemporaneidade brasileira. Para além da descrição e aparência fenomênica, ensejando também subsidiar a abordagem ao suicídio em sua concretude, é necessário conhecê-lo a partir de sua determinação social. A teoria social marxiana como visão social de mundo reflexionada num/por um método de apreensão da realidade, bem como uma práxis orientada à transformação radical, justamente, por sua radicalidade de ir à raiz das coisas, pode contribuir para a interpretação e abordagem do suicídio no presente. Para isso, primeiramente, introduz-se a análise marxiana sobre o suicídio, junto dos desenvolvimentos e reelaborações para o escrutínio de tal fenômeno na realidade brasileira contemporânea. Em segundo lugar, são apresentados e debatidos quatro conjuntos de casos de suicídio referentes ao desemprego, à opressão patriarcal e machista, ao racismo estrutural e ao genocídio dos povos originários. Por fim, analisa-se a complexidade do suicídio na particularidade social brasileira, que se desenvolve historicamente até desaguar no presente. A exigência da supressão do suicídio como expressão máxima da impossibilidade de os indivíduos se efetivarem efetivarmos como humanos, de realizarem sua própria humanidade humanamente, é a exigência da supressão de um modo de produção da vida que não só necessita e produz suicídio, como o faz em larga escala.