vix.ing · top · new · best · stats · spec

Lisboa, terra dos sorrisos (1938-45): A ópera e a opereta sob a alçada totalitária

2021/11/09 by Gabriela Cruz, Cruz, Gabriela
Arts and Humanities · Health Professions · #Cultural Identity and Heritage #French Historical and Cultural Studies #History, Culture, and Society

paper · doi:10.57885/rpmns.416

openalex publication_date 2021/11/09 · openalex created_date 2021/12/06 · openalex updated_date 2026/07/01

Abstract

Entre 1934 e 1946, a atividade operática em Lisboa é residual e, em consequência, o futuro da arte lírica decide-se fora do Teatro de São Carlos. Esta é a história que nos ocupa aqui, pois enuncia um momento de viragem na vida da instituição. A vida operática em Lisboa a partir dos anos quarenta cristaliza uma nova ideia da arte que passa por ser de fidelidade à tradição da ópera e da casa, mas que prima por uma constelação de valores e comportamentos que são novos ao teatro e sedimentam nele o interesse totalitário. Este ensaio reflete sobre a história do teatro cantado em Lisboa e considera a forma como a ópera e a opereta se articulam no sentido de coadjuvar o projeto totalitário durante o período do Estado Novo. Em paralelo, o ensaio investiga também as vertentes irregulares da vida quotidiana e artística da cidade e considera o valor político que a teatralidade, elemento fundamental do arsenal técnico do ator e do cantor, acrescenta à vivência do teatro cantado regida pela regra e hábito autoritário. A centralidade do ator-cantor na história do teatro cantado no século XX e a importância da improvisação como elemento de resistência política investigam-se aqui com recurso ao espólio do tenor Tomás Alcaide, depositado no Museu Nacional da Música em Lisboa.

Related