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Mortalidade infantil nas regiões de fronteira: revisão de escopo

2023/07/28 by Carlotto, Franciela Delazeri, dos Santos Afonso, Richard, Richelli dos Santos Afonso +3
#Child Health and Neonatal Nursing #FOS: Health sciences #Maternal #Medicine and Health Sciences #Nursing #Public Health #Public Health and Community Nursing #border areas #infant mortality #mortalidade infantil #revisão de escopo #scooping review #áreas de fronteiras

paper · doi:10.17605/osf.io/rg4k3

Abstract

A taxa de mortalidade infantil (TMI) é um importante indicador para avaliação da situação socioeconômica e qualidade da assistência à saúde de uma população (BRASIL, 2021). Em comparação com a série histórica brasileira, o indicador encontra-se em queda (FUNDAÇÃO ABRINQ, 2022), o que é explicado pela simultânea redução do número de nascidos vivos, o menor desde 1998 (IBGE, 2020). Apesar disso, a taxa ainda é considerada alta, uma vez que 65,8% dos óbitos de menores de um ano são considerados reduzíveis a partir do acesso à atenção à gestação, ao parto, ao recém-nascido, ou através de ações de tratamento, diagnóstico adequado e promoção à saúde (FUNDAÇÃO ABRINQ, 2022). De forma global, a TMI tem decrescido, principalmente em virtude de acordos globais e políticas para sua redução. Entretanto, ainda permanece elevada nos países de menor renda e com maiores desigualdades sociais (WHO, 2020) e em regiões específicas, como as fronteiras (FARIA, 2022). As áreas de fronteira são faixas diversas que apresentam particularidades relacionadas aos movimentos de imigração, profundas desigualdades e forte impacto dos determinantes sociais. Também são consideradas locais de privação social e de saúde. No Brasil, apresentam as maiores TMI, principalmente nas fronteiras do Centro-Oeste e Norte do país, onde a taxa chega até 19,4% (FARIA, 2022). Outras estudos de regiões de fronteira também apontam para semelhantes tendências, como na Colômbia e Venezuela (MOGOLLÓN-PASTRÁN; GARCÍA-UBAQUE, 2016), México (MCDONALD et al, 2018) e Etiópia (TESEMA et al, 2020). Devido à importância do indicador de mortalidade infantil e às diferenças geográficas entre os países, o estudo tem como objetivo mapear o conhecimento disponível na literatura sobre a mortalidade infantil nas regiões de fronteira internacionais.

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