2020/12/07 by Ronald de Jesús, Jesus, Ronald, Susana Dobal +1
Arts and Humanities · Social Sciences · #Arts and Performance Studies #Cultural, Media, and Literary Studies #Urban and sociocultural dynamics
paper · doi:10.34640/ct52020rjter
openalex created_date 2021/01/05 · openalex publication_date 2023/02/06 · openalex updated_date 2026/07/01
Esse artigo busca demonstrar como a Direção de Fotografia pode contribuir na criação de imaginários sobre territórios do Sertão – regiões áridas e semidesérticas do Nordeste e Centro-Oeste brasileiro. Evidenciamos, através de análise fílmica, visionamento de making ofs, coleta e realização de entrevistas, o quanto os métodos de invenção situados nos domínios dos fotógrafos atuam como elementos de poesia, fazendo uso da metáfora e da alegoria (Pasolini, 1982; Savernini, 1999), tanto na representação do espaço quanto nas apresentações dos personagens. Nosso marco teórico centra-se no ato criador (Salles, 1998) e na imaginação do espaço e do território (Lefebvre,2006; Santos, 2006). O texto é dividido em três partes: O Sertão no Cinema Brasileiro; A direção de fotografia como criadora de espaço e poesia e Imagens poéticas do território Sertanejo. Nesse último, investigamos a contribuição da direção de fotografia em três filmes recentes: Deserto (Weber, 2016), fotografado por Rui Poças, AIP; Por trás do Céu (Soh, 2016), fotografado por Azul Serra, e Big Jato (Assis, 2016), fotografado por Beto Martins.