2014/10/10 by Diana Cunha Ribeiro, Ribeiro, Diana Cunha, Felisberto Maricato +5
Medicine · #Otolaryngology and Infectious Diseases #Streptococcal Infections and Treatments #Tracheal and airway disorders #abcesso parafaríngeo #abcesso retrofaríngeo #criança #tratamento
paper · doi:10.34631/sporl.62
openalex publication_date 2014/10/10 · openalex created_date 2016/06/24 · openalex updated_date 2026/08/01
Introdução: Os abcessos retrofaríngeos e parafaríngeos são infecções raras e potencialmente fatais, particularmente na criança. Material e métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo dos doentes com o diagnóstico de abcesso retrofaríngeo e parafarínegeo, de Junho de 2007 a Junho de 2012, num hospital pediátrico terciário. Procedeu-se à revisão de processos clínicos, com análise dos seguintes dados: idade, sexo, sintomas iniciais, duração dos sintomas, exame objectivo, avaliação laboratorial e imagiológica, tratamento, duração do internamento e complicações. Resultados: Foram diagnosticados 5 abcessos parafaríngeos e 3 abcessos retrofaríngeos no período em estudo. A mediana de idade de apresentação foi de 5 ano. Houve uma predominância do sexo feminino (62,5%). Os sintomas mais comuns à apresentação clínica inicial, foram febre (62,8%), torcicolo (37,5%) e odinofagia (37,5%). A tomografia computarizada com contraste foi realizada em todos os doentes. Todos os doentes receberam tratamento médico. Três doentes (37,5%) foram submetidos a drenagem cirúrgica e 5 doentes (62,5%) receberam apenas tratamento médico. Não houve diferença significativa entre a duração do internamento naqueles que foram submetidos a cirurgia ou apenas tratamento conservador. Não houve complicações médicas ou cirúrgicas, nos dois grupos. Conclusão: Muitos doentes com abcessos retrofaríngeos e parafaríngeos podem ser tratados com sucesso, mediante antibioterapia e corticoterapia, sem recorrer à cirurgia, ficando esta reservada para complicações, ou evolução clínica desfavorável. As tomografias computarizadas são importantes no diagnóstico e avaliação da extensão da infecção, mas nem sempre são 100% válidas no diagnóstico de abcesso.