2014/09/06 by Sara Tavares, Hugo Rodrigues, Tavares, Sara +9
Medicine · Social Sciences · #Syphilis Diagnosis and Treatment #Tattoo and Body Piercing Complications #hipoacusia neurosensorial #neurossífilis #otossífilis #paralisia facial periférica #sífilis
paper · pdf · doi:10.34631/sporl.6
openalex publication_date 2014/09/06 · openalex created_date 2016/06/24 · openalex updated_date 2026/08/04
A incidência de sífilis adquirida tem aumentado nos últimos anos. A otossífilis pode surgir em qualquer fase da infecção por Treponema pallidum e manifesta-se habitualmente por hipoacusia, acufenos, vertigem e desequilíbrio. O diagnóstico resulta da combinação das manifestações clínicas, com a evidência serológica de sífilis e a exclusão de outras causas de hipoacusia neurosensorial. Apresenta-se o caso clínico de um doente do sexo masculino, de 27 anos, com hipoacusia e acufenos bilaterais, progressivos, com 3 meses de evolução, a que se associou paralisia facial periférica esquerda com 3 dias de evolução. Após investigação etiológica confirmou-se sífilis (RPR = 64 dil. e TPHA = 1/1280) e excluíram-se outras causas, diagnosticando-se otossífilis com paralisia facial periférica. O doente foi medicado com penicilina G e prednisolona, ambas por via endovenosa, com remissão da sintomatologia. A sífilis continua a ser uma doença prevalente. Perante um doente com manifestações cocleovestibulares inexplicáveis deve ser averiguada a hipótese diagnóstica de otossífilis.