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Análise das percepções dos profissionais de saúde brasileiros sobre humanização na Unidade de Terapia Intensiva: revisão de escopo

2025/06/27 by da Costa Carbogim, Fábio
#Education #Medicine and Health Sciences #Social and Behavioral Sciences

paper · doi:10.17605/osf.io/986hu

Abstract

Objetivo: mapear a percepção dos profissionais de saúde brasileiros sobre o processo de humanização em Unidade de Terapia Intensiva. Método: Trata-se de um protocolo de revisão de escopo elaborado de acordo com as diretrizes do Instituto Joanna Briggs e com as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses – Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR). A busca será conduzida nas seguintes bases de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online; Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde; Base de Dados em Enfermagem; Scopus, Web of Science; Scopus, Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e Google acadêmico. A seleção e a análise dos estudos serão realizadas por dois revisores de forma independente, sem restrições quanto ao período de publicação ou idioma. Resultados: Os estudos evidenciaram que a humanização em Unidades de Terapia Intensiva é reconhecida como essencial, embora exista distância entre o ideal e a prática cotidiana. Entre as estratégias destacam-se a presença da família, a comunicação efetiva e o trabalho multiprofissional. As principais barreiras incluem sobrecarga de trabalho, equipe reduzida e estrutura física inadequada. O cuidado humanizado mostrou impacto positivo na recuperação dos pacientes e na saúde mental dos profissionais. As práticas variam conforme o tipo de Unidade de Terapia Intensiva, com ênfase no vínculo familiar nas Unidades de Terapia Intensiva pediátricas, no equilíbrio tecnológico nos setores adultos e nos cuidados paliativos nos pacientes oncológicos. Conclusão: Profissionais de saúde reconhecem a importância da humanização em Unidades de Terapia Intensiva, embora relatem dificuldades para implementá-la na prática. Destacam estratégias como presença da família e comunicação efetiva, mas enfrentam barreiras como sobrecarga de trabalho e estrutura inadequada. A percepção varia conforme o tipo de Unidade de Terapia Intensiva. Conclui-se que os profissionais compreendem a humanização como essencial, mas limitada por desafios do cotidiano assistencial.

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