2025/03/20 by Batista, Paulo
#Acesso à informação #Arquitetura #Arquivos privados #Conservação #Digitalização
paper · doi:10.34630/ctdi.vi.6179
Os arquivos privados de arquitetos colocam inúmeros problemas aos serviços de informação – arquivos, bibliotecas, museus, etc. – onde se encontram ou àqueles que se preparam para os receber, com consequências profundas ao nível da sua organização, conservação, acesso e difusão. Dos aspetos técnicos, à multiplicidade tipológica, diversidade de suportes, formas e dimensões, à dimensão, volume, preservação, conservação, natureza digital, aspetos legais, mas sobretudo à inexistência de uma política nacional de aquisição e avaliação por parte da DGLAB, muitos são os problemas e desafios que é urgente resolver no âmbito dos arquivos privados de arquitetura, apresentando soluções para os mesmos, transformando-os em oportunidades, para que possam ser disponibilizados à sociedade e às gerações futuras, permitindo a sua compreensão, fruição e valorização. Mais do que um garante e direito democrático fundamental dos cidadãos, o acesso à informação, em geral, e da constante nos documentos de arquitetura, em particular, é uma exigência ética do processo civilizacional, possibilitando o conhecimento da produção do património edificado, mas também o não construído, e da cultura arquitetónica. Este objetivo, de documentar a arquitetura, as suas atividades e agentes, tem um poderoso aliado nas novas tecnologias da informação e comunicação, em que a Internet possibilita a consulta remota da informação e a obtenção de cópias digitais, com ganhos indiscutíveis no que respeita à sua conservação e difusão. No mesmo sentido, é crucial o permanente debate e trabalho colaborativo, e transdisciplinar, entre instituições que têm arquivos de arquitetura à sua responsabilidade e os profissionais da informação, os arquitetos e investigadores de arquitetura, porque todos são parte integrante da mesma realidade em que os documentos de arquitetura são decisivos para o conhecimento, a construção de memória coletiva, a produção cultural e a proteção dos direitos dos cidadãos e das suas organizações.